Tinha muitas opções para usar como primeira postagem no Flax e Relax, mas decidi por um tema que, com alguma frequência, trarei de volta com novos personagens. A sessão chama-se "Vale quando pesa?". Trata-se de uma indagação sobre se os personagens aqui expostos de fato merecem estar onde estão. Tanto pra lá, quanto pra cá. Por que tantos com talento duvidoso são colocados pela mídia (e aceitos mansamente) em um patamar de exposição e tratados como referências, enquanto outros, evidentemente bem mais capacitados, são relegados a planos bem inferiores, muitas vezes a plano nenhum? Tudo bem, alguns são até bons, mas são tão bons assim? Ou será interessante para uma minoria que pareçam tão bons assim? E o poder de avaliação? O meu, o seu, o nosso poder de avaliação. Nosso senso de exigência, de distinção. Por que gozar com o gozo alheio? E o nosso direito ao gozo? Ao nosso gozo.
O objetivo da sessão é suscitar uma reflexãozinha na moçada sobre o quesito "créditos devidos", Um exercício para que que possamos ser um pouco mais criteriosos e exigentes, para não nos tornarmos peças de um tabuleiro em que os jogadores são os que ditam os rumos da cultura deste país. Em disputa, algumas honrarias: Troféu Bagaça (pra quem é rui mesmo), Troféu Maravilhas de Itu (pros que que estão exageradamente em evidência) e o Troféu Meia-Noite Viro Abóbora (pros que em breve vão sair de cena)
E pegando emprestado um trechinho de "Até Quando?", de Gabriel O Pensador...
"A programação existe pra manter você na frente
Na frente da Tv
Que é pra te entreter,
Que é pra você não ver
Que o programado é você"
Então, numa ação conjunta de cidadania, que tal começarmos a reciclar o lixo cultural e tornarmos esse país menos poluído?
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